sábado, dezembro 06, 2008

Refletindo sobre as minhas previsões sobre a aprendizagem em 2008


Em janeiro deste ano, seguindo a proposta do Learning Circuits em uma de suas "Grandes Questões", publiquei as minhas previsões sobre a aprendizagem em 2008. Hoje, propus uma pequena avaliação destas previsões. Uma forma de rever o processo e confrontar a dimensão de nossa capacidade de interpretar o contexto e as tendências em educação.

Então, reescrevo e comento as minhas previsões, considerando a minha interpretação do contexto atual. Não se surpreendam com a quantidade de pronomes possessivos :) A idéia é deixar claro que esta esta é uma forma individual e particular de olhar a realidade.


Lá vai:

Eu penso que em 2008 continuará a tendência da valorização e do incentivo da aprendizagem nos espaços não formais. É uma tendência que vem se firmando faz tempo e que está conquistando cada vez mais a atenção dos professores, por exemplo.

Penso que esta previsão foi correta. Espaços não formais como os gerados por redes mediadas por blogs, wikis, sites de redes sociais, e outros ambientes\tecnologias que permitem a interligação e a interação foram suportes importantes de processos de aprendizagem, especialmente para os professores que, aos poucos, vão se apropriando destas tecnologias.

A aprendizagem online também deverá aumentar, conforme aumenta o uso das tecnologias da informação e da comuicação nas escolas. Sites de redes sociais (Orkut), mensagens instantâneas, blogs, wikis, agregadores e o email serão mais usados por professores e alunos.

Esta previsão tem pelo menos 3 desdobramentos. Primeiro: a possibilidade de aprendizagem online realmente cresceu, pois a oferta de cursos online aumentou espantosamente (aqui não entro na discussão sobre a qualidade dos cursos e os interesses em jogo neste movimento de expansão).

Em segundo lugar, este crescimento é relativo nas escolas. Ainda é problemático afirmar que as escolas estão mais "informatizadas", ainda permanecem muitas dificuldades na maioria das escolas. Ter computadores é apenas parte da questão.

E, em terceiro lugar, blogs, wikis, sites de redes sociais etc., mesmo tendo seu uso expandido, inclusive com educadores tendo conquistado prêmios em Educação com projetos que os utilizam, ainda são muito mal compreendidos nas escolas e, de modo geral, não integram as práticas educativas cotidianas. Em algumas instituições e até em redes educacionais tem o acesso bloqueado.

Apesar das leis contra o uso dos telefones móveis em sala de aula, penso que a educação começará a perceber as potencialidades destes aparelhos no contexto educativo: comunicação, uso de imagem, documentação, mapeamento e , até, cinema.


Penso que a educação começa a perceber estas potencialidades, porém a reflexão sobre isso ainda é muito incipiente. A premência de cumprimento de prazos, conteúdos e dos demais rituais da escola, restringem as possibilidades de aprofundar esta e outras reflexões. Eu acreditava que se pudesse andar mais do que se andou neste tema em 2008.

Dando força para as previsões anteriores, crescerá a mobilidade com a disseminação das conexões sem fio e o barateamento de hardwares mais móveis (notebooks, pdas, smartphones, ...)

Mesmo considerando a nova crise do capitalismo internacional, continua crescendo a mobilidade, a disseminação das redes sem fio, o barateamento das alternativas mais móveis de hardware. Além disso, notei um movimento de super oferta destes bens, num sentido de expansão dos tipos e formas, funcionalidades, utilidades e inutilidade, algumas claramente estratégias mercadológicas.


Estes são meus breves comentários, passíveis de atualização, sobre o que eu havia previsto em 2008. Espero que os leitores tirem um tempinho paa contribuir com esta discussão.

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terça-feira, março 25, 2008

cultura móvel


Este é o início do artigo escrito por Kate Kelland para a Reuters UK:


"Pode parecer algum dialeto tribal, mas qualquer representante da cultura jovem não terá problema algum em traduzir e responder à altura. Uma nova linguagem está se desenvolvendo por meio dos telefones móveis e dos adolescentes fanáticos por eles,. Uma linguagem baseada no texto preditivo gerado pela pressão das teclas do telefone."
(está em inglês e a tradução acima é minha e bem livre...)

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... postagem agendada. Esta hora eu ainda estou na reunião do general!

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sábado, agosto 20, 2005

anacronia do tempo


Estou quase virando Proust numa tentativa de recuperar o tempo e, mais ainda, de verificar se a vida (a minha) foi autora desta última semana. A resposta é 'médio'... Entre se deixar levar ou ser empurrada por tudo aquilo que se multiplica no 'mundo do trabalho' e ter consciência de que a crítica não o exime de estar mergulhado até as orelhas no criticado e que, no final, a sobrevivência é a essência do processo, fiquei como que 'boiando' no meio, no médio, no possível.
Se isso aqui fosse um diário apenas, eu teria muita coisa para contar. Fiz muito e pensei pouco nos intervalos. E não estou com vontade de contar.

Faço excessão para a criatividade das crianças que, graças!, é algo com que se pode contar. Assisti ontem, no CM, a apresentação dos trabalhos da sexta série, realizados dentro de um projeto que se pretende interdisciplinar, sob o tema geral de A influência dos meios de comunicação na vida das crianças e adolescentes do CMPA.
As apresentações dos grupos não tiveram formato acadêmico, foram mais na forma de teatro. Famílias lidando com a comunicação no dia a dia dos jovens. Destaque para o papel da televisão, do telefone celular e da internet, embora o rádio e jornais estivessem presentes.

Falaram muito sobre a domesticação que a televisão pode causar, a par da informação. Falaram dos perigos da internet (divulgação de informações pessoais), a par do potencial para informação, comunicação e pesquisa. Usaram muito o telefone celular nas cenas, porém sem o incluir diretamente como meio e sem intuir o aspecto híbrido que estes diversos meios podem assumir quando conjugados. Faltou, também, falar da midia alternativa, das possibilidades de construir cada um o seu espaço comunicacional e, sobretudo faltou a visão estratégica do uso dos meios de comunicação. (falta aqui não das crianças, mas da orientação do trabalho, que eu não sei como foi feita)

Eu teria orientado todo este processo usando blogs, pois este trabalho foi feito ao longo do ano. O trabalho seria mais visível, interativo, inclusive entre os grupos e, com certeza, teria outra amplitude. Aliás, sugeri isso para a sétima série, mas os colegas não aceitaram. Trabalhar com tecnologia ainda é um grande problema nas escolas. Principalmente porque aumenta o trabalho do professor sem que lhe seja dado tempo remunerado para tal trabalho. Levar mais trabalho para casa ninguém quer ou pode.

Numa outra esfera, a turma de estagiários de educação física começou sem problemas. A maioria está preparada para assumir as aulas e só necessita adquirir a experiência da escola e dos processos que acontecem dentro da escola, as relações com alunos e colegas, a rotina, o trabalho em equipe, ...

Em outra esfera ainda, este semestre vou cursar uma disciplina do PGIE, Avaliação e produção de materiais para inovação didático-pedagógica em educação a distância, que penso será bem interessante. Uma das coisas que pretendo levar à discussão é a alternativa entre repositórios de materias (tradicional) e a hospedagem distribuída dos mesmos (web 2 style).

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domingo, julho 13, 2003

o futuro do jornalismo


Howard Rheingold, um dos pioneiros a falar das comunidades virtuais, profetiza no seu livro
"Smart Mobs: The Next Social Revolution" that advances in technology would soon give everyone the tools they need to publish independent reports of news events as they are happening directly to the Web and other platforms.

...que os avanços na tecnologia vão em breve dar a qualquer um as ferramentas necessárias para publicar reportagens independentes de eventos no meomento em que estiverem acontecendo, diretamente para a www ou outras plataformas. (tradução minha)

Isso já vem acontecendo e acontecerá com maior amplitude com a disseminação dos novos telefones móveis e de toda a tecnologia wi-fi.

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