# pensamentos dispersos sobre a moderação prévia de comentários nos blogs
O que se coloca em discussão não é a questão do direito, mas da pertinência ou necessidade da moderação prévia de TODO comentário.
Uma coisa que eu vejo nesta questão é a importância que assume a nossa necessidade de controle. A maioria não quer que fique no ar mais que 1 segundo um comentário nos chamando de #$¨¨&* ou expondo um link para uma página de virus.
Controle é uma coisa complicada e fácil ao mesmo tempo. Controle eficiente é quase impossível sem perder muitas coisas boas. Por outro lado, é fácil proibir. Difícil é conviver com as coisas da vida e fazer disso aprendizado.
# sobre o uso 'educacional' das coisas e sobre as coisas 'por elas mesmas'
E eu volto a falar na contradição de tentar arrumar uma utilidade educacional para as coisas antecedendo uma proposta. A tecnologia vai entrar (ou não) depois de elaborada uma proposta.
a questão de consumir a midia (ou seja o que for) é, por vezes, mais importante que as possibilidades da midia.
É por estas que o consumo da colaboração transforma a colaboração em produto comercializável.
# sobre o twitter, assunto da semana
É possível pensar que aquela janelinha estreita e azul do twitterfox é o leito de um rio (no meu caso um riacho) que corre, às vezes rápido, ás vezes lentamente, mas que sempre arrasta uma amostra daquilo que ocupa algumas mentes por aí. Importante? Não sei. Auto-explicativo? Talvez. Todavia, transcendendo as 'tolices entusiasticamente repetidas' (inclusive as próprias) é possível um panorama legal do que rola.
uma semana tentando me esquivar das leis de Murphy...
# não vou enumerar as calamidades, mas, só para atualizá-las, que conste em ata que eu estou aguardando de novo o pessoal para re-arrumar o meu telhado. Nos últimos dias chovia mais aqui dentro que na rua e eu passei o sábado de carnaval carregando baldes de água ...
# nossa bisa deu um nó nos prognósticos médicos e, aos 99 anos, venceu uma cirurgia complicada e já está incomodando todo mundo, como é seu direito :)
# não vi nada do carnaval. Entre as obras e o hospital, estou lendo e assistindo a NCAA.
Este meme foi criado pela Vanessa que indicou 15 blogueiros para continuar. Lendo o blog da Vanessa, vi a minha indicação e sugeri duas coisas:
- não avisar os indicados - indicar somente dois para seguir o meme.
A Vanessa topou e colocou mais uma tarefa: além de dizer o que está lendo, o blogueiro deve dizer como ficou sabendo da indicação para o desafio.
A ideia é ver até onde vai este meme e por quais canais se difunde. Então vamos lá :)
Eu IA ler Dos meios às mediações do Jesus Martin-Barbero, mas cai num daqueles impasses de leitura que eu, às vezes, tenho. Inicio 3 ou 4 livros e fico zapeando até que uma das leituras encaixe na linha de pensamento que eu vinha desenvolvendo.
Tarefas: Colar o selinho na postagem Contar das suas leituras Dizer como ficaram sabendo da indicação. Indicar mais duas vít, digo, colegas :))) Não avisar os indicados
Tese sobre a interação de jovens em sites de redes sociais
The Virtual Campfire: An Ethnography of Online Social Networking
Tese de Jennifer Anne Ryan, na Faculty of Wesleyan University, de Maio de 2008.
Trabalho fundamentado em 5 anos de observação participativa em sites de redes sociais: MySpace, Facebook e Tribe.net. A autora foca nas cada vez mais opacas fronteiras entre homem e máquina, público e privado, voyeurismo e exibição, a história da mídia e o futuro digital.
Depois, reli Sobre o Tempo, do Norbert Elias e li o Processo Civilizador volume I e parte do volume II. Estes "em parte" tem sua explicação no meu "modo de pensar", que não é linear e segue, o ritmo da escrita. Escrever para pensar e saber o que ler para escrever, para pensar, ... recursivamente.
Em seguida, comecei a minha saga em Zygmunt Bauman, que é um autor que ainda não havia usado nas minhas construções teóricas. Li uma parte do O mal-estar da pós-modernidade e deixei na fila Comunidade e Modernidade Líquida. Penso que o que o Bauman traz sobre estranhos, arrivistas, vagabundos e turistas, a questão do controle, da cultura, da liberdade e da civilização são muito interessantes para se compreender a cibercultura.
Aí senti a necessidade de voltar ao Daniel Bensaïd e reler (com caderninho do lado) o seu excelente Marx, o Intempestivo, o qual terminei hoje. Para confrontar as aporias das outras leituras, precisei rever, guiada por Bensaïd, a construção da ciência de Marx. Na segunda metade do século XIX, quando o mundo vivia acomodado na linearidade da mecânica de Newton, surgem as ciências das possibilidades: a teoria da evolução de Darwin, as leis da termodinâmica de Clausius e Carnot e a crítica da economia política de Marx, falando de incertezas e abrindo espaço para uma nova racionalidade.
Quando o meu pensamento se pragmatiza e flutua na superfície das coisas, ou começa a se linearizar e não ultrapassar a pseudoconcreticidade, eu sempre retorno a Marx, que viu na mercadoria o seu duplo de valor de uso e valor de troca.
Marx, o Intempestivo é um livro denso e necessita de concentração. Então, quando vim para o posto avançado em Capão da Canoa e a possibilidade de concentração ficou contingente, eu alternei esta leitura com a leitura de alguns artigos de dois livros de Lucídio Bianchetti: Educação Corporativa, que ele organiza juntamente com Elisa Quartiero e A trama do conhecimento, com Paulo Meksenas. O primeiro é um panorama amplo da educação em seu imbricamento com a educação pensada pelas empresas. O segundo, leitura obrigatória para quem pensa fazer ou está cursando mestrado ou doutorado.
No lado lúdico, aquela leitura de duas páginas por dia, para acalmar o delírio teórico :) antes de dormir: estou relendo pela décima vez O homem do terno marron da Agatha Christie.
em tempo: ponham ou tirem os hífens e os acentos...
em tempo 2: tão abundante como as leituras estão sendo as possibilidades de compartilhar algumas reflexões (e algumas bobagens, também) por aqui.
Uma das coisas que perpassa toda a formação na Educação Física é o ritmo. Cedinho aprendemos, quem ainda não sabe, a achar o ritmo em todas as coisas. Os ritmos óbvios da dança e os não tão óbvios, mas nem por isso menos cadenciados, das jogadas do basquete.
Na escola, criticamos a quebra do ritmo. A imposição das carteiras cartesianamente colocadas, o movimento mecânico de olhar o quadro e o caderno. Ritmos formatados numa cadência que não respeita a corporeidade dos envolvidos. Desde o aluno que não pode levantar, até o professor, para quem é feio dar aula sentado.
Enquanto isso, aleluiah!, na aula de educação física, a possibilidade de um outro ritmo, memória inscrita nos corpos, sincronia com os ritmos da vida.
Sexta-feira, eu voltava da Redenção, no meio de uns 30 guris, com idades variando entre os 11 e os 18, e vinha conversando com um casal de pais, que fora buscar um dos menores. E explicava que estava trocando o dia do treino dos pequenos de sexta para segunda, pois precisava da sexta para os maiores e, o treino conjunto não era fácil de levar.
- Duas quadras, exercícios e práticas diferentes e, ao final, eu acabo gritando muito com eles, tendo menos paciência que o normal. - falei eu.
Os pais, super-compreensivos e acompanhando de perto o amor do guri pelo esporte, me incentivaram. Um pouco de xingamentos fazem bem ao treino. Mas eu fiquei pensando no ritmo. Ou melhor, na cacofonia (?) dos ritmos. A bateria atravessando o samba e a escola dando aquela rengueada no desenvolvimento.
Sem ritmo não dá. E eu estava relembrando isso nas leituras de hoje. Strogatz, inicia Sync falando de ritmo, dos ciclos e da ordem que emerge do caos. Esta e outras leituras e re-leituras me ajudaram a fechar um pouco mais o foco da minha pesquisa, neste final de semana. Parece que a ordem começa a emergir. :)
Ao mesmo tempo, pelo menos por enquanto, o ritmo deste blog vai entrar numa cadência mais lenta, sai do Allegro das férias para o Adagio ...
Ontem, fiquei até tarde lendo e fazendo anotações no meu cadernão que, embora as possibilidades dos meios virtuais, ainda tem seu lugar garantido.
Entre outras coisas, combina mais com o inverno aqui no sul, onde nossas casas são construídas como se estivéssemos em cima da linha do equador.
Ainda estou de semi-férias, podendo tomar tranqüilamente o café, ler e responder e-mails e dar uma espiada nas notícias no leitor de RSS (uma pena que não tenhamos mais canais brasileiros).
Em volta, a companhia de sempre, Yshana e Eric circulam, disputando o quadradinho de sol que, penso eu, hoje não vai aparecer. Devem estar lembrando o verão, o sol e o descanso no gramado.
Em casa lendo o dia todo depois das andanças de ontem. Terminei o Harvey e pretendo ler o Lyon até amanhã. Mais um findi sem ver a luz do sol..... ( e tem sol, mas não para mim, por hora)