Quando ela chegou era uma bolinha de pelo com uma carinha muito séria e um lacinho cor de rosa plantado entre as orelhas. Tão pequenina que só cabia um lacinho na cabeça... E furiosa. Na primeira noite em nossa casa ela não chorou e nem latiu, mas rosnou quando o Tom entrou em casa à noite.
Dali em diante cresceu sendo companheira animada de brincadeiras, terror dos gatos da vizinhança e se tornou da família, tanto quanto qualquer um de nós.
Envelheceu como viveu, com coragem. Mesmo quando as perninhas já não tinham força, ela lutava para levantar e caminhar. Yshana gostava de viver.
Hoje, dezoito anos depois de chegar, ela se foi. Absolutamente contrariada, acho eu. Já estamos todos com muita saudade.
Meus bebes velhinhos, Eric e Yshana tentando se aquecer nesta tarde que vai ficando fria. Em tempo: Yshana é o pompom que está abaixo do lacinho vermelho.
Ontem, fiquei até tarde lendo e fazendo anotações no meu cadernão que, embora as possibilidades dos meios virtuais, ainda tem seu lugar garantido.
Entre outras coisas, combina mais com o inverno aqui no sul, onde nossas casas são construídas como se estivéssemos em cima da linha do equador.
Ainda estou de semi-férias, podendo tomar tranqüilamente o café, ler e responder e-mails e dar uma espiada nas notícias no leitor de RSS (uma pena que não tenhamos mais canais brasileiros).
Em volta, a companhia de sempre, Yshana e Eric circulam, disputando o quadradinho de sol que, penso eu, hoje não vai aparecer. Devem estar lembrando o verão, o sol e o descanso no gramado.