2 - uma sociedade capitalista é uma sociedade desigual, autofágica, insustentável. Olhe para pânico dos exploradores de sempre e para como eles resolvem a sua parte da crise. É possível fazer diferente?
5 - a educação, cada vez mais, se consolida como "serviço" e a formação se resume a treinamento para efêmeros postos de trabalho. é possível fazer diferente?
Enfim começa a aventura do Cel Hiram, professor do Colégio Militar de Porto Alegre. Na página do colégio, a notícia:
No dia 01 de dezembro, ao raiar da manhã, terá início a epopéia do Cel R/1 Hiram Reis e Silva na Amazônia.
Serão cerca 1.630 km pelo Rio Solimões entre as cidades de Tabatinga e Manaus, ambas no Estado do Amazonas; 100 km a mais do que a distância entre Porto Alegre e Rio de Janeiro!
O percurso será realizado em dois caiaques oceânicos (mais propícios para remadas que envolvam longas distância; são rápidos e possuem compartimento de carga que permitem levar provisões), um tripulado pelo Cel Hiram e outro pelos dois companheiros de aventura [continue lendo]
Coronel de Porto Alegre vai descer o Solimões e Amazonas em caiaque
Idéia é fazer uma travessia silenciosa e ecológica, apenas com recursos da própria floresta além do caiaque
O Cel Hiram é meu colega no CMPA. Este ano ainda vai entrar numa aventura que vai ser muito importante para todos que acham que o nosso planeta importa, que a Amazônia é um bem a ser preservado não apenas para os brasileiros, mas para o mundo.
------------------- Noticiado por aí:
O coronel Hiram Reis e Silva, professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), descerá parte dos rios Solimões e Amazonas de caiaque e reconhecerá seus principais afluentes, observará a fauna, flora, hidrografia, relevo, entrevistará autoridades locais, representantes dos povos da floresta, comendo e bebendo apenas aquilo que puder caçar, pescar, apanhar ou receber das populações ribeirinhas.
O Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) está por trás do projeto, e diz que há nele uma face pedagógica bastante definida de interesse da sociedade brasileira, uma vez que o mundo passa a discutir seriamente as questões ambiental, indígena e desenvolvimento sustentável da nossa floresta, através da pesquisa e o decorrente estudo das informações colhidas in loco sobre a realidade atual e a importância da Amazônia nos contextos nacional e mundial.
Acredite-se ou não que o Brasil foi descoberto hoje, aceite-se ou não a criação americana de um dia da Terra, o fato é que as borboletas estão sumindo. Assim, resolvi aderir ao chamado da Lucia, que invocou a parceria do Nós na Rede e aí vai a minha contribuição.
Eu cresci numa casa com quintal. Nada assim TerraVille, mas alguns poucos metros de chão que me ensinaram muita coisa sobre a natureza. No meu pátio havia rosas, dalias, gerberas, formigas, joaninhas, tatuzinhos e borboletas. Havia terra, minhocas, ervas daninhas e grama. E, sobretudo, a possibilidade de brincar e compreender a vida.
Hoje eu vi uma borboleta solitária aqui no meu latifúndio vertical. Ela voou entre as poucas flores e sumiu entre os espaços de terra que sobraram atrás dos edifícios. Eu lembrei das borboletas no jardim da minha casa de infância e comparei com a ausência de vida da cidade de hoje. Possivelmente meus netos só verão um tatuzinho em fotos e não terão a incrível sensação de vê-los caminhar com suas centenas de perninhas e se enrolar numa bolinha quando o nosso dedo curioso chega perto.
Mas a vida resiste, no fundo pátios dos edifícios, embaixo de vasos, nas frestas do pavimento e nos pequenos jardins que muitos de nós teimam em cultivar. E se não é todo dia que se pensa nisso, que seja hoje um dia de exercer esta teimosia.