sexta-feira, janeiro 30, 2009

os sinais do mundo


1 - a crise ambiental não é algo inventado por esquerdistas radicais. Olhe para o céu, olhe para as águas.

2 - uma sociedade capitalista é uma sociedade desigual, autofágica, insustentável. Olhe para pânico dos exploradores de sempre e para como eles resolvem a sua parte da crise. É possível fazer diferente?

3 - os que condenam o Estado dele se socorrem, sem tocar no discurso de um auto suficiente \ regulado Mercado. A personificação das coisas e a coisificação das pessoas.

4 - quando poucos clics podem fazer milhões de cópias de alguma coisa, as noções de propriedade tem de ser revistas. Quando a maior parte da terra pertence a menor parte das pessoas, as noções de propriedade precisam ser repensadas.

5 - a educação, cada vez mais, se consolida como "serviço" e a formação se resume a treinamento para efêmeros postos de trabalho. é possível fazer diferente?

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terça-feira, março 25, 2008

eco socialismo


Michael Löwy pensando alternativas para o atual modo de produção e sua economia do desperdício, fala sobre o socialismo ecológico como forma de ajudar os nossos capitalistas a partir para critérios não-monetários e extra-econômicos. (e assim desaparecer...) Busca Marx para lhe ajudar a explicar a importância de colocar como prioridade as necessidades sociais e o equilíbrio ecológico.

Um pequeno trecho do artigo (tradução em português de Portugal):

Como distinguir as necessidades autênticas das artificiais, falsas e criadas? A indústria da publicidade – induzindo necessidades através da manipulação mental – invadiu todas as esferas da vida humana nas sociedades modernas capitalistas: não apenas alimentação e vestuário, mas também desporto, cultura, religião e política são moldadas de acordo com as suas regras. Invadiu as ruas, caixas de correio, ecrãs de televisão, jornais, paisagens, numa forma permanente, agressiva e insidiosa, e contribui decisivamente para os hábitos de consumo compulsivo e conspícuo. Além disso, gasta uma quantidade astronómica de petróleo, electricidade, tempo de trabalho, papel, químicos e outras matérias-primas – todas pagas pelos consumidores – para um tipo de "produção" que não só é inútil, de um ponto de vista humano, mas directamente em contradição com as reais necessidades sociais.

Recomendo muito a leitura!

Ecosocialismo e planejamento democrático

Publicado em Socialismo e Liberdade, Fundação Lauro Ramos

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