sábado, setembro 03, 2005

blogs, webquests, projetos etc.


Lá do Vamos Blogar?:


Que tal registrar, comentar e avaliar recursos educacionais? :: leia mais
e
webquests, pedagogia de projetos e taxonomia de Bloom, o que uma coisa tem a ver (ou não) com a outra?

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sexta-feira, junho 24, 2005

blogs e avaliação


Breves e não revisadas notas.

Refletindo sobre o post da Iris que fala do uso de blogs na avaliação:

É necessário considerar inicialmente a distinção entre blogs como instrumentos de avaliação e blogs como espaço de aprendizagem. Isso não me parece claro no texto dos autores. Eles confundem, também, os objetivos de alunos e professor em relação ao blog.

Pensando no uso de blogs como instrumentos de avaliação:

:: O blog deve dar visibilidade em relação ao cumprimento ou não dos objetivos da disciplina ou curso.

:: A avaliação pode compreender dois espaços diferentes: forma e conteúdo. Considerando que estes não são espaços estanques, ao contrário, se complementam dialeticamente.

:: É bom distinguir se o blog é projeto livre do aluno ourequisito da disciplina/curso. No segundo caso, o planejamento pode ser mais ou menos aberto, porém o uso do blog tem de ser especificado no plano da disciplina/curso.

:: Seria bom trabalhar os objetivos do aluno e da disciplina, naquilo em que eles se aproximam ou se afastam.

:: Blogs como portfolios podem conter recursos relativos a avaliação de diversas disciplinas, mas torna mais difícil o acompanhamento por parte do professor. Por outro lado, favorece o trabalho interdisciplinar e a visão do todo do curso.

:: Avaliar um blog é um processo dialético e não holístico, porque é histórico.

:: O diálogo entre blogs de alunos deve ser incentivado e, até, provocado pelas atividades do curso ou disciplina. Não basta dizer "leiam e comentem os blogs dos colegas", é necessário estabelecer atividades que provoquem isso. Pequenas tarefas realizadas com regularidade podem ser o detonador da emergência de um comportamento mais dialógico e colaboarativo.

:: Sobre objetivos e critérios de avaliação: acredito que devem ser claros e, se possível, construídos conjuntamente no processo.

:: Quando se trata de avaliação é difícil fugir do padrão de "o professor pergunta e o aluno responde". Faz parte de uma cultura onde o que se espera do aluno é que devolva ao professor aquela informação que foi nele depositada na aula. Espera-se que o aluno responda aquilo e somente aquilo que foi perguntado. Aliás, esta cultura ainda se encontra bem viva por aí, inclusive, no texto traduzido pela Iris, quando eles falam que o papel do professor é lembrar ao aluno as metas propostas quando houver dispersão.

:: Blogs não devem ser usados como cadernos ou questionários online, onde o aluno recebe conteúdo e devolve respostas, mas como espaço de construção de conhecimento, um espaço que é individual e, ao mesmo tempo, coletivo. Como trabalhar numa perspectiva dialógica que fuja do modelo polarizado emissão-recepção é a grande questão. Uma pista para isso é considerar o aspecto aberto do blog: a possibilidade de todos alterarem tudo, inclusive o próprio ambiente. Assim, os alunos poderiam editar/ampliar/interferir nas atividades propostas pelo professor. Esta forma de trabalho, entretanto, é um processo que leva tempo para construir.

:: Um postulado geral sobre o uso de blogs na educação: é essencial que o professor tenha e use um blog, também.

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segunda-feira, junho 13, 2005

Refletindo sobre blogs


A Iris traduziu em parte este post do The Daily Grind. O texto que fala sobre a avaliação de estudantes por meio de seus blogs está no Projetos Colaborativos.

Vale a pena ler o texto original (em inglês), também, principalmente porque traz muitos comentários e links para outros posts. \pretendo fazer isto mais tarde e postar aqui alguma reflexão.

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sexta-feira, junho 03, 2005

V Ciclo - relatos de 02/06/2005


Assisti quase todas as palestras do dia, depois de ter encaminhado as minhas aulas no CM. Anotei pouco, mas aproveitei bastante as apresentações. Não teve muitas novidades e tem uma coisa que me chamou a atenção. Quase nenhum trabalho, pelo menos na apresentação, faz algum tipo de contextualização para dar uma idéia da totalidade onde o tema abordado se insere. As coisas ficam como que perdidas num limbo e, então, algumas grandes confusões teóricas podem obter espaço.
Minhas anotações:

>> Projeto Arara de Brinquedo - Paulo Bortoli – Editora Arara Azul – Petrópolis/RJ
Produção de CDs educacionais para surdos. O trabalho apresentou uma boa revisão teórica sobre as possibilidades dos jogos na aprendizagem. Os softwares são elaborados usando um programa chamado 'superlink' << acho que anotei isso errado.

>> Videoconferência - Usando Tecnologias Interativas como Suporte para Autoria e Construção Colaborativa de Conhecimento - Jorge Ferreira Franco – Poli/USP
Relato de experiências e participação nos projetos Caverna Digital USP e A cidade que a gente quer.
O ar condicionado ligado e fazendo um barulhão e a pouca qualidade da transmissão (nem tanto técnica, quanto de pouca experiência no uso da tecnologia) dificultaram bastante o entendimento.

>> AVALWEB – Sistema interativo para gerência de questões e aplicação de avaliação na Web - Carlos Morais – PPGIE/UFRGS
Apresentação de um gerenciador de questões e exercícios que gera avaliações e relatórios. O software é livre (PHP, MySQL), tem módulo professor/aluno, envia email, cadastra turmas, disciplinas, tópicos e questões. Processa auto-avaliação, também. Emite relatórios diversos.
desenvolvido e documentado na dissertação de Rodrigo Ferrugem Pedroso e na do autor do trabalho.
Para testar: AVALWEB

>> Tecnologia e educação: relações históricas, locais e mundializadas - Fabiane Maia Garcia- ICHL/Universidade Federal de Amazonas
Para mim este foi um dos melhores trabalhos apresentados no V Ciclo. Trouxe questões que ficam à margem da maioria dos trabalhos. Por exemplo: o papel dual que a tecnologia tem na sociedade.
A autora relata a partir da realidade do Amazonas, onde as tecnologias chegam encantando e motivando a escola, num primeiro momento, para depois serem rejeitadas e abandonadas. Abandonadas não só pelos professores que se sentem temerosos e impotentes ante os pacotes tecnológicos que recebem sem participação ou escolha. Abandonadas, também, pelo governo que descobre que a tecnologia demanda investimento constante e que o que o que ela vem enriquecer não deixa de existir sem ela. A escola funciona sem computadores, por ex.

A autora faz um paraleo interessante entre técnica e tecnologia, nos moldes que eu fiz na minha dissertação, mostrando a vinculação da tecnologia à ciência na sociedade capitalista. Salienta a diferença das tecnologias computadorizadas das outras tecnologias, na forma de sua implementação na escola, com um caráter mais impositivo. Aponta, também, as questões éticas vinculadas ao conhecimento (=poder) na sociedade atual.

Gostei especialmente quando ela criticou de forma indireta a maioria dos trabalhos apresentados sobre softwares educacionais ou pedagógicos dizendo que a grande maioria deles ainda funciona no paradigma de premiar a resposta correta com palminhas e musiquinhas e que alguns deles são claramente deseducativos.

Participei da discussão acrescentando que um dos fatores de rejeição da tecnologia por parte dos professores é a sua interferência nos processos de trabalho, principalmente porque ela, contraditoriamente, vem facilitar o trabalho ao mesmo tempo que intensifica a carga de trabalho, pois gera novas tarefas ao profissional.
Incrivelmente, esta contradição fica fora da maioria dos trabalhos e tem alguns até que tem o topete de afirmar que a tecnologia libera 'tempo livre', como se cada um de nós não sentisse na carne que cada vez se trabalha mais.

>> Gestão de Recursos Educacionais: um relato de caso - Raymundo Carlos M. Ferreira Filho - UFRGS
Ambiente de aprendizagem / repositório de objetos educacionais.
ENGEO
* trabalho que contextualiza a tecnologia dentro da sociedade do conhecimento e tem como norte atender exigências de se adequar ao mercado. Resta saber se esta fundamentação perpassa a estruturação do próprio ambiente.

>> Possibilitando um vínculo contínuo de universitários egressos da UFPEL através do desenvolvimento de um portal - Beatriz Wilges - UFPEL
Exatamente o que diz o título. Incrível que é o segundo ambiente a assumir ares orkutianos :)
Portal << está dando erro na página.
Pelo que foi mostrado na apresentação, o portal não é uma página dinâmica e não distribui conteúdo usando rss ou atom. No meu entender, assumiram a arquitetura depósito do orkut, logo agora quando já existe por aí um movimento de orkuticídio.

>> A convergência digital dos meios de comunicação e seu impacto na qualificação dos profissionais da área - Graciana Simoni Fischer - UFSC
Deste trabalho só me ficou a salada teórica que faz a autora ao trabalhar com os conceitos de Qualificação X Competências (assim X mesmo), apresentando o modêlo de competências como um avanço (superação!) do antigo (histórico!) paradigma da qualificação. Ia render uma boa discussão e a Fabiane Garcia até começou, mas foi abortada pelo adiantado da hora. Foi neste trabalho que veio a pérola afirmativa: a tecnologia libera tempo livre, inclusive falando em ócio criativo.

>> O Ensino de Heurísticas e Metaheurísticas na área de Pesquisa Operacional sob a ótica da Educação Dialógica Problematizadora - André Zanki Cordenonsi – UNIFRA/UFSM
Notas sucintas: 1 - AMEM ; 2 - Porque ele não usou Paulo Freire?

>> Palestra convidada: Licenciaturas a distância: a experiência do Consórcio CEDERJ - Prof.Celso Costa - UFF - Vice-Presidente de Educação a Distância do Consórcio CEDERJ.
Foi a palestra mais prestigiada do V Ciclo. A única apresentação em que não pareceu em nenhum momento que os coordenadores estivessem ali cumprindo o programa, apenas. Atraiu professores dos mais remotos recantos da Universidade, até então não vistos no V Ciclo (a grande maioria não esteve presente em nenhuma das apresentações de trabalho que assisti).

Foi bastante interessante conhecer a experiência do CEDERJ, sua estrutura e o atual estado de seu projeto. Foi divulgado que teremos um link para a apresentação, então deixo que ela se auto-explique.

Por aqui encerrrei as transmissões :)

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