Não tem professor que não dedique um bom tempo pensando em como tornar suas aulas mais atrativas, como vencer a imobilidade e a mesmice, quando estas se acampam na sua sala de aula. Geralmente, as alternativas pensadas focam na forma e no conteúdo daquilo que é proposto para a aprendizagem. Com menor ênfase pensamos no ambiente onde esta forma e este conteúdo vão acontecer.
E, falando em ambiente, este não só contém uma certa estrutura (ou desestrutura), como é parte de um contexto. E este contexto, omitido na maioria de nossas tentativas de ensinar, é justamente o que pode prover o espaço para que surjam as questões, os movimentos, os significados e a aprendizagem.
Mas são muito raras estas oportunidades nas quais as aulas rompem o formato da conferência, da pesquisa dirigida, do circuito, sala, laboratório, biblioteca. Ou que viram um destes espaços de pernas para o ar com algum movimento que não sejam os tradicionais.
O Prof Michael Wesch, propõe justamente esta ruptura e a busca do significado, por meio de um certo transtorno nas estruturas e da contextualização daquilo que, sendo histórico, não deve ser tratado como algo que não tem vínculos.
É uma leitura interessante que eu sugiro. Justamente por relatar uma realidade significativamente diferente. E por, de certa forma, nos fazer pensar fora do ensino e mais dentro das condições de aprendizagem.
Michael Löwy pensando alternativas para o atual modo de produção e sua economia do desperdício, fala sobre o socialismo ecológico como forma de ajudar os nossos capitalistas a partir para critérios não-monetários e extra-econômicos. (e assim desaparecer...) Busca Marx para lhe ajudar a explicar a importância de colocar como prioridade as necessidades sociais e o equilíbrio ecológico.
Um pequeno trecho do artigo (tradução em português de Portugal):
Como distinguir as necessidades autênticas das artificiais, falsas e criadas? A indústria da publicidade – induzindo necessidades através da manipulação mental – invadiu todas as esferas da vida humana nas sociedades modernas capitalistas: não apenas alimentação e vestuário, mas também desporto, cultura, religião e política são moldadas de acordo com as suas regras. Invadiu as ruas, caixas de correio, ecrãs de televisão, jornais, paisagens, numa forma permanente, agressiva e insidiosa, e contribui decisivamente para os hábitos de consumo compulsivo e conspícuo. Além disso, gasta uma quantidade astronómica de petróleo, electricidade, tempo de trabalho, papel, químicos e outras matérias-primas – todas pagas pelos consumidores – para um tipo de "produção" que não só é inútil, de um ponto de vista humano, mas directamente em contradição com as reais necessidades sociais.
Nós que seguimos a grande conversa que é a www, inseridos neste ou naquele ambiente, tecendo em torno de blogs, sites de redes sociais, email, ... toda uma trama de ligações, sabemos bem a força de alguns destes laços.
Conhecemos, também, as diferenças entre os diversos nós na rede; o movimento que cada um imprime à suas conexões, o alcance de cada um. Sobretudo aprendemos a confiar e atribuir valor à alguns destes nós.
Na rede, atribuímos e construimos reputação.
Minha recomendação neste "Leia Mesmo" é a postagem da Raquel Recuero, Reputação e Redes Sociais, uma leitura muito interessante para tod@s que nas suas andanças compõem a rede.
Quem me conhece bem sabe que eu não sou uma pessoa organizada no sentido linear da coisa. Mistério maior que as coisas que eu lembro são as que eu consigo esquecer. No colégio, tudo que eu preciso lembrar eu NÃO anoto na agenda, pois é difícil eu lembrar de olhar lá. Eu falo para minha colega Suzi e ela, que é uma agenda ambulante, na hora adequada diz:
-Ô mala, tu tens que ....
A guarda e os meus alunos já sabem que eu nunca lembro onde estacionei o carro. Então, quando eu saio do colégio sempre tem uma mão amiga apontando a direção.
Não, não é caduquice precoce, eu sempre fui assim e, também, nunca liguei muito, à ponto de tentar algum tipo de reeducação.
Com esta voante introdução, inauguro mais uma seçãozinha com temporalidade aleatória neste blog, ou seja, sairá quando eu me lembrar.
Leia mesmo! vai apontar algumas das coisas que eu li e quero recomendar pelos mais diferentes motivos, os quais dificilmente serão citados.