Comecei o dia me atrapalhando em 3 idiomas quando tentava usar as máquinas da lavanderia. Nem sempre os sistemas interativos WYSIWYG%&(@ são tão óbvios assim... Bom, ... consegui lavar as roupas e isso que importa.
Depois, tracei a minha rota do dia: Notre Dame >> Ile Saint-Louis >> Louvre. Ambiciosa, neh? Acontece que o Louvre é mais barato depois das 18h e abre neste horário nas quartas e sextas. :) Saí de casa pelas 13h e fui direto para Notre Dame achando que ia ter fila. Tinha, mas andava rápido. Desta vez pude visitar bem a catedral por dentro. É muito grande e, como várias igrejas aqui, é mais atração turística do que a casa do Senhor.
Aquelas maquininhas vendendo medalhas tiram qualquer um de um clima mais místico. Notre Dame por dentro não é tão bonita quanto detalhada. Assombra mais pelo tamanho e pelos detalhes do que pela beleza.
Fiz a visita padrão e não subi para ver as gárgulas porque não achei a escada. Depois descobri onde era, mas foi providencial não ter subido.
Dalí, passei pela Pont Saint-Louis e vamos dizer que fucei TODA a ilha. Antes, quando ainda estava na ponte, penso que toda a frota aérea da França passou sobre as nossas cabeças. Dezenas de aviões e caças de todos os tipos, sei lá onde iam.
A ilha é linda e muito antiga, com ruas estreitas e os prédios tentando conservar a originalidade. Se as pessoas circulavam por aquelas ruas em 1600, possivelmente vão circular em 2600. Complicado imaginar isso.
Fiquei na ilha atér quase 18h e depois fui para o Louvre. Lá encontrei a minha filha e procuramos visitar seções que eu não havia visitado e que ela também não havia visitado.
Depois de umas 3 horas de caminhada, continuam existindo milhares de coisas para ver. Nestas, eu andei por quase 9 horas, com poucas interrupções. Puxa!
Aliás, a interrupção é digna de registro: um sorvete maravilhosamente bom na Berthillon Glacier.
No Louvre, me senti como o gurisinho que pediu ajuda para olhar o mar. Impossível de ver, cada sala um oceano. Caminhei 6 horas lá dentro e ainda há um mundo para ver.
Não fotografei muito, pois se tem uma coisa que atrapalha é justamente o desespero dos turistas por fotografar. Tinha gente abraçada em sarcófagos, posando sorridente ou fazendo gracinhas do lado de obras que mereceriam um silêncio respeitoso.
A impressão que passa é que circulam apenas seguindo as obras "indicadas" no folheto.
Assim, idéias inovadoras como por Jean Fabre de contraponto, em diálogo não muito ortodoxo com as obras de arte, passam quase despercebidas.