A Innovative Teachers Network é uma proposta da Microsoft para a formação de redes sociais de professores. Neste site de rede social, o professor que se cadastrar terá um espaço para formar a sua própria rede, além do indefectível perfil.
O SRS promete acesso e possibilidade de postagem de materiais educacionais, acesso a ferramentas de desenvolvimento, comunidades, calendários, foruns etc. A Microsoft não reclama a propriedade de nenhum material criado e postado pelos usuários, porém se reserva o direito de copiar, reproduzir, publicar qualquer material.
O Orkut educacional da Microsoft aparece (para mim , pelo menos) justamente quando a mesma se prepara para investir 235,5 milhões de dólares em escolas por todo mundo, com o objetivo de triplicar o numero de professores e estudantes treinados no uso dos seus softwares. Isso é parte do projeto Parceiros na Aprendizagem e é condicionado, é claro, ao uso dos produtos da Microsoft.
Só espero que por aqui ninguém embarque nesta canoa que já tem destino fixado. A mesma escravidão (e indigência mental) que faz com que alguns pensem que o Linux só funciona se a máquina tiver o Windows instalado, como conta o Bicarato.
Acossados pela violência, poluição e, também, pela invasão das máquinas no espaço que antes era público, alguns se refugiam em shopping centers e outros bunkers de consumo e pseudo segurança, abrindo mão do que antes era lugar de gente: as ruas e as calçadas, os parques e as praias. E esta calamidade se estende aos poucos para a internet, pressionando as comunidades colaborativas e livres com senhas e portais gigantescos, com leis e formas de propriedade. É do que fala este interessante artigo de Paul Mobbs, reproduzido pelo Observatório da Imprensa, que diz lá pelas tantas:
De várias formas, nossos espaços comuns têm sido subtraídos, entregues a interesses privados. Conseqüentemente, a capacidade de organização e protesto em torno de questões locais e nacionais tem sido marginalizada. Torna-se cada vez mais difícil o engajamento popular, uma vez que os espaços públicos, embora abertos aos nossos direitos de consumidores, encontram-se inacessíveis aos nossos direitos civis e políticos.
E segue contando o que vem acontecendo com a internet na lógica da privatização dos espaços comuns, no sequestro da expressão livre. Vale a pena ler.