Atravessa a rede a chamada para uma flashmob (mobilização instantânea) amanhã, sexta-feira, dia 14/11/08 às 18h, na calçada central da Av. Paulista, 900, São Paulo.
Embora a antecedência do aviso e o ativismo do encontro não sejam uma característica de flashmob*, vale o protesto com todas as suas justas razões.
A idéia é que todos permaneçam no canteiro central da avenida, exatamente às 18h, portando algum cartaz que expresse Não ao PL Azeredo.
A audiência pública foi hoje, twitada a todo vapor e com excelente participação do Sérgio Amadeu que, no meu entender, tocou na tecla mais sensível de nossos queridos parlamentares: o medo de bancar o ridículo aprovando um projeto ridículo.
Como estou um tanto longe da avenida Paulista e não sei se haverá algum esporinho da mobilização aqui em POA, minha participação é divulgar.
* flashmob é um evento de curta duração e de mobilização instantânea, geralmente convocado por meio das tecnologias da informação e da comunicação. Tem objetivos mais performáticos que de protesto. Uma smartmob é um evento semelhante, porém a articulação se dá emtorno de temas de interesse social ou de grupos.
Dando uma quebra nas minhas andanças por Paris, tirei a manhã para voltar ao mundo real e constatar, sem muita surpresa, que ele não para.
O projeto do senador Azeredo continua sendo a polêmica esta semana, que mais confunde que esclarece nas muitas (des)informações que circulam.
Uma boa lida e um posicionamento coerente é o que se exige de quem habita a rede e sabe que os velhos métodos não são compatíveis com as formas de ser e fazer que criamos.
Para comemorar seus 15 anos, a EFF, que combate a censura e a vigilância na era digital, lança uma maratona de blogativismo Rafael Evangelista
Não muito conhecida entre as organizações que apóiam os movimentos sociais, a EFF (Eletronic Frontier Foundation) é uma das ONGs que mais trabalho tem tido nestes tempos em que a vigilância e a censura são usadas com frequência sob o pretexto de combater o terrorismo. Liberdade de imprensa e de expressão, livre uso e redistribuição de conteúdos na internet e direitos de privacidade na era digital estão entre as principais preocupações da entidade. Governos autoritários e corporações gananciosas são seus principais inimigos.
No final de julho, a EFF completou 15 anos e, para comemorar a data e manter vivos seus objetivos, lançou entre seus ativistas o que chamou de blog-a-thon, ou seja, uma espécie de maratona blogueira pela liberdade no mundo digital. A idéia é fazer com que os ativistas ou simpatizantes da EFF, entre 19 de julho e 2 de agosto, escrevam sobre quando tiveram um "estalo" e perceberam que era preciso levantar a voz para defender seus "direitos digitais".
Para facilitar a redação, a entidade sugere que os blogueiros digam "quando se decidiram a lutar pelo direito:
- de permanecer anônimo na rede; - de usar da livre expressão; - de fazer uso justo de obras sob direito autoral e uso ativo de obras sob domínio publico; - de ter privacidade sobre os conteúdos que lê; - de se ver livre da vigilância governamental; - de mexer e melhorar equipamentos e máquinas; - de estar livre para aprender sobre tecnologia e compartilhar conhecimentos"
Cada um desses relatos publicados em blogs e sites deve estar identificado com um pequeno selo que indica que o autor participa da campanha. Esse selo também serve para que os relatos sejam rastreados e seus link sejam agregados em um site. Alguns desses textos são bastante interessantes e mostram como as tentativas de restrição à comunicação e ao compartilhamento de cultura e conhecimentos afetam a vida de muitas pessoas.